A importância de cuidar do processo de luto.

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A Covid-19 teve início na China, em dezembro de 2019, chegou a aproximadamente 78 milhões de casos diagnosticados e 1,7 milhões de mortes no mundo todo no final de 2020. Da noite para o dia, tivemos nossas rotinas alteradas, protocolos de segurança implantados e inúmeras mudanças que alteraram, consideravelmente, o comportamento das pessoas.

Os significados atribuídos ao luto vivido, em consequência da Covid-19, foram ampliados diante da limitação para participar dos rituais fúnebres, por razões biossanitárias, o que implica e representa a ausência de um fechamento e de uma concretude tão necessários para esse processo. De acordo com Maria Helena Pereira Franco, coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o luto (LELU – PUC-SP) e doutora em psicologia, ressalta que não se trata de uma questão apenas quantitativa, trata-se de um luto com contornos próprios. De fato, essas pessoas vivenciaram perdas, em consequência, da doença em questão, como ruptura de seu cotidiano conhecido, das normas sociais, dos rituais, das práticas relativas ao luto.

Sabe-se que o apoio oferecido por familiares, amigos, vizinhos, membros de uma igreja ou associação à qual o enlutado pertence, pode ser terapêutico e tem seu valor no enfrentamento do luto. Porém, nem todas as pessoas enlutadas reúnem condições para viver um luto, contando com recursos disponíveis que encontram em seu terreno conhecido ou familiar, ou se elas receberão benefícios ou aceitarão ações que não sejam de seu domínio habitual.

As definições do luto passam por uma experiência de um rompimento de um vínculo, o que gera um impacto em diversas áreas. De acordo com Bowlby, que define o luto como um processo natural e esperado diante do rompimento de uma relação significativa, no entanto, esse processo natural pode se dar de um modo diverso do esperado.

O fato de uma pessoa em luto retomar as atividades do cotidiano não significa voltar à mesma condição anterior a perda. A vida não é a mesma quando se vive um luto. O mundo se transforma, os significados não fazem sentido como antes e uma reconstrução de identidade e de vida se impõe. Posto isto, a ação terapêutica lhe oferece a possibilidade de viver de outra maneira, desde que elabore a perda e se encoraje a viver o novo. A ideia de superá-lo não se mostra saudável, como se fosse algo com começo, meio e fim. O luto requer elaboração. Aqueles que vivenciam um luto e não contam com uma base de apoio, que se apresentam vulneráveis aos fatores de proteção e fatores de risco, frágeis nos recursos de enfrentamento, podem se beneficiar mais de uma psicoterapia para luto. A pessoa não precisa apresentar todos os elementos protetores para não requerer cuidados profissionais à sua experiência de luto.

A ajuda de um profissional é necessária quando há um prolongamento e uma intensificação das reações vivenciadas no processo de luto. Quando há uma grande dificuldade de aceitar e lidar com a perda, o que pode ser prejudicial em diversas áreas da vida. Caso esteja com dificuldade de lidar com esse turbilhão de emoções que é o luto, ou esteja se sentindo incompreendido, sua dor não sendo validada e sem apoio nesse processo, um psicóloga pode te auxiliar nessa travessia. Você não precisa passar por isso sozinho (a).

De acordo com Gabriela Casellato, organizadora do livro “O resgate da empatia: suporte psicológico ao luto não reconhecido”, psicóloga clínica, doutora e cofundadora do Quatro Estações Instituto de Psicologia de São Paulo, a relação entre psicoterapeuta e enlutado deve promover um ambiente seguro no qual o enlutado possa expressar seus mais variados sentimentos, manifestar suas defesas psíquicas e expor seus mais profundos temores e aprender a sobreviver e enfrentar a dor da perda. Como disse Colin Parkes, o luto é o preço do compromisso, e é no compromisso que também reside a cura de muitas dores.

Pensando nisso, a NOVA FRANCA ASSISTÊNCIA FAMILIAR, em parceria com a Psicóloga Maria Laura Baldassari, especialista em Luto, oferecem duas consultas gratuitas aos conveniados do Plano Ouro para tratarem a ferida da perda de um ente querido. Em virtude da Pandemia da Covid-19, as guias devem ser retiradas no escritório da empresa na Rua Monsenhor Rosa, 2272, Centro – Franca. As consultas serão realizadas virtualmente e os clientes podem dar continuidade ao tratamento, ao término das duas consultas oferecidas gratuitamente. Para aqueles que não possuem o Plano Ouro com a NOVA FRANCA ASSISTÊNCIA FAMILIAR, basta entrar em contato com uma consultora de vendas através do telefone (16) 3403-3000 ou visitar o escritório da empresa.