Atuação da Homeopatia nas Epidemias

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Desde a sua descoberta por Samuel Hahnemann em 1796, a Homeopatia tem exercido um papel importante nas epidemias que periodicamente têm assolado a humanidade.

O próprio Hahnemann teve uma atuação positiva e eficaz na epidemia de escarlatina, ocorrida na Europa, utilizando a Belladonna como preventivo, e também no tratamento de pessoas doentes.

Outras epidemias da época, como a de sarna e a de cólera, também tiveram na Homeopatia um grande suporte tanto profilático quanto terapêutico.

Mais recentemente, na epidemia de meningite meningocócica ocorrida no Brasil nos anos 70, foi feito um trabalho na região do Vale do Paraíba com a utilização do isoterápico Meningococcinum na profilaxia da doença, com resultados estatisticamente positivos.

E no início da epidemia da dengue, um colega de São José do Rio Preto, baseado nos sintomas apresentados pelos pacientes acometidos da doença, prescreveu o medicamento Eupatorium perfoliatum, sozinho ou associado a outros medicamentos homeopáticos, com efeito positivo na redução dos casos. O médico tentou introduzir o medicamento no protocolo de tratamento e profilaxia da doença, mas foi vetado pelo governo Lula. Então ele enviou seu trabalho para Cuba, onde foi aceito, e adotado com sucesso.

Também em Cuba, depois de uma enchente, houve uma epidemia de Leptospirose, que foi combatida com o isoterápico preparado com o agente etiológico da doença, em altas diluições, fazendo com que diminuísse de 30 para 3 casos para cada 100 mil habitantes que tomaram o medicamento.

A Homeopatia age nas epidemias de duas maneiras: a primeira é identificando o chamado “gênio epidêmico”, que é o conjunto de sintomas apresentado pela totalidade ou pela maioria dos pacientes, chamados de sintomas patognomônicos da doença. Esse gênio epidêmico pode variar de país para país, ou até de região para região em um mesmo país. Assim, os sintomas da dengue, que são dores intensas no corpo, dor nos globos oculares, febre, dor de cabeça, são cobertos pelo medicamento Eupatorium perfoliatum. Os outros sintomas que eventualmente podem ocorrer, como hemorragias e afins, são cobertos por outros remédios, como o Phosphorus, Crotalus horridus e Lachesis, que vão ser prescitos de acordo com a individualidade do paciente, que é a característica do tratamento homeopático.

A segunda maneira que a Homeopatia atua nas epidemias, tanto profilática quanto terapeuticamente, é a isoterapia, que consiste em medicamentos produzidos a partir do agente etiológico da doença, como foi feito com o Meningococo na epidemia de meningite no Brasil, e com o Leptospira na epidemia de Cuba.

Na Índia, os remédios homeopáticos são largamente utilizados, e tiveram muito sucesso nas epidemias de dengue, Zika e Chikungunya.

Nas epidemias da gripe H1N1, temos utilizado o isoterápico Influenzinum, de preferência, preparado a partir da cepa do vírus causador da doença no ano em questão.

Na atual pandemia do novo Coronavírus, tenho recebido constantemente trabalhos de todo o mundo, sempre com foco no gênio epidêmico. Assim, estudos feitos na Índia, indicaram a Camphora como gênio epidêmico, e na Inglaterra foi veiculada a notícia que o Príncipe Philip foi curado com o Arsenicum album 30CH.

Diversas entidades homeopáticas do Brasil, como a Associação Médica Homeopática Brasileira, Associação Paulista de Homeopatia, Associação Homeopática do Paraná, Associação Homeopática de Minas Gerais, Instituto Hahnemaniano do Brasil, no Rio de Janeiro, e outras, têm exaustivamente trabalhado para a identificação do gênio epidêmico da epidemia no Brasil, mas por enquanto os resultados não foram conclusivos, pois têm aparecido nas repertorizações realizadas diferentes remédios, não sendo possível, por enquanto, identificar o gênio epidêmico da doença em nosso país. Mas os estudos continuam, e nós, médicos homeopatas temos recebido constantemente e-mails e mensagens em grupos de redes sociais com resultados desses estudos.

Portanto, para que haja uma real proteção contra o Coronavírus, preconizamos a utilização rigorosa dos meios de proteção, o isolamento social, alimentação saudável, responsabilidade civil, o conceito de cidadania e respeito ao próximo; e a importância do tratamento homeopático de fundo, que pode ser associado a algum outro medicamento que vise o aumento da imunidade do paciente. Foi veiculado nas redes sociais um complexo que muitos pensaram ser de minha autoria, mas que foi elaborado pela presidente do Instituto Hahnemaniano do Brasil, com a consciência de que não se trata de uma vacina contra a doença, nem tampouco um remédio milagroso que pode curar ou prevenir a doença, tratando-se de um estimulante da imunidade geral e do Sistema Respiratório, e que deve sempre ser associado ao remédio de fundo do paciente. Agora, quando for identificado o gênio epidêmico, aí sim, teremos uma maneira concreta de evitar e tratar essa terrível pandemia.