FAZER DIETA restritiva PODE ENGORDAR

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Lais possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG. Especialização Teórico Prática em Terapia Nutricional e Nutrição Clínica. MBA em Gestão de Negócios em Saúde. Pós-graduação em Nutrição Comportamental. É formada pelo Método Sophie e capacitada pelo Instituto Nutrição Comportamental. Experiência como nutricionista clínica há 10 anos. Atualmente atua em consultório com abordagem de comportamento alimentar.

A busca pelo emagrecimento a qualquer custo e de forma rápida está fazendo as pessoas buscarem por métodos cada vez mais restritivos e radicais. Tenho certeza de que você conhece alguém que já fez uma dieta restritiva e emagreceu, mas depois de um tempo voltou ao peso anterior, ou até mais. Aquele famoso efeito sanfona. Sabe-se que esse tipo de dieta não só faz engordar a longo prazo, como também pode desregular o metabolismo e causar consequências como o comer emocional.

Mas afinal, o que é uma dieta restritiva? É aquela alimentação onde uma mudança radical no padrão do que as pessoas costumam comer, também se caracteriza por uma diminuição brusca de consumo de um grupo de alimentos (por exemplo, os carboidratos) ou até uma redução drástica de ingestão de calorias.

Explicando melhor: a dieta restritiva pode engordar a longo prazo, primeiramente, porque o nosso cérebro não gosta de passar por restrições e ele vai tentar a todo custo voltar ao padrão de antes, além disso, fica muito difícil seguir por muito tempo uma alimentação onde alimentos que faziam sentido foram retirados, torna-se insustentável. Sabe-se que, após uma dieta restritiva, as pessoas começam a preocupar-se mais com comida, podendo gerar até uma alimentação excessiva. Os estudos mostram que pessoas que já fizeram algum tipo de dieta restritiva na vida, tem maiores chances de engordar a longo prazo e existe um risco maior para desenvolverem distúrbios alimentares.

Então, sem dieta restritiva, fazer o quê? Siga as estratégias que eu proponho: entender e compreender como está a relação com a comida (sabe-se que pessoas que vivem em paz com a comida tem uma chance maior de ter um peso saudável), além disso, buscar os sinais internos de fome e saciedade, sem interferências externas ditando o que é certo e errado ou proibido e permitido. Por fim e talvez o mais importante, fazer mudanças alimentares comportamentais que façam sentido, ou seja, que possam ser mantidas a longo prazo.

Referências:
Dulloo AG, Jacquet J, Montani JP. How dieting makes some fatter: from a perspective of human body composition autoregulation. Proc Nutr Soc. 2012;71(3):379-389. doi:10.1017/S0029665112000225

Pietiläinen, K., Saarni, S., Kaprio, J. et al. Does dieting make you fat? A twin study. Int J Obes 2012; 36, 456–464. doi.org/10.1038/ijo.2011.160