Mulheres em Cargos de Liderança

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Secretária Geral Adjunta da OAB Franca (gestão 2019/2021) – Futura Vice-Presidente da OAB Franca (gestão 2022/2024).

Muito embora as mulheres estejam no mercado de trabalho, nos mais diferentes ramos e mercados, ainda é muito difícil encontrar mulheres ocupando altos cargos.

Estudos demonstram que, atualmente, há mais mulheres com ensino superior concluído, pós-graduações, mestrado, doutorado, entre outras especializações. No entanto, mesmo que as mulheres estejam intelectualmente mais capacitadas, ainda são preteridas pelos homens quando disputam cargos de liderança, gestão ou chefia.

Também é verdade que há empresas que optam pela contratação de homens para não correrem o “risco” de terem funcionárias afastadas por licença maternidade, ou mesmo por eventuais ausências relacionadas aos cuidados dos filhos. É triste admitir que inclusive muitas mulheres pensam assim e optam por contratar homens.

No cenário político não é diferente. Partidos políticos “aceitam” mulheres e apoiam suas candidaturas apenas para cumprir cotas (exigência de 30%). Mas observamos que na verdade, apenas 9% das cadeiras (se chegar a tanto) são ocupadas por mulheres, tanto no senado, como na câmara e deputados e câmaras de vereadores.

Políticas públicas que beneficiem mulheres só serão pensadas e serão eficazes se pensadas por mulheres.

O termo “LUGAR DE FALA” não se trata de uma expressão vazia. Propostas e projetos em benefício das mulheres apenas serão bem elaboradas e atingirão sua finalidade se pensadas por quem sente na pele as dificuldades vivenciadas pelo gênero feminino.

Ainda, quando falamos em MULHERES, não podemos generalizar. Devemos entender que as dificuldades e necessidades são inúmeras. Mulheres brancas, mulheres negras, mulheres indígenas, mulheres de diferentes nacionalidades, crenças religiosas entra tantas outras questões que tornam as dificuldades do gênero feminino diversas!

Não há mais espaço para a visão patriarcal. Mulheres hoje são arrimo de família, são donas de seus próprios negócios, são PROTAGONISTAS de suas histórias.

Nós mulheres temos capacidade técnica, intelectual e sensibilidade para chegarmos onde quisermos. A Lei de cotas é importante para nossa inserção, mas a partir daí, cabe a nós mulheres não nos contentarmos em sermos apenas números.

É importante que participemos do mundo político, diretorias de entidades, sindicatos, condomínios, cargos de liderança em empresas, para que possamos trabalhar e pensar no bem de todas nós, fortalecendo a sociedade!

Representatividade de fato se faz por quem vivencia o que se deve representar!