O ideal de felicidade das Redes Sociais

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Luciana é graduada em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto, especialista em Psicologia Clínica pelo IFEN – Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro e possui aperfeiçoamento profissional em Psico-Oncologia Pediátrica pelo Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto. Possui também experiência em Psicologia Social, tendo atuado por mais de oito anos na Prefeitura Municipal de Franca. Atualmente, trabalha como psicóloga clínica em seu consultório particular, atendendo individualmente crianças, adolescentes e adultos.

Hoje eu gostaria de te convidar para uma reflexão bem pessoal. Talvez até seja algo que você já tenha consciência ou ao menos já tenha pensado a respeito, mas percebo que isso não necessariamente te torna “imune” ao fenômeno em questão. Estou me referindo ao impacto do conteúdo que consumimos através das redes sociais sobre a nossa compreensão de felicidade.

Quem nunca se pegou incomodado consigo mesmo depois de passar horas a fio no Instagram ou Tik Tok, onde as pessoas parecem sempre ter uma vida tão mais incrível, relacionamentos tão mais intensos e ser tão mais bonitas, bem-sucedidas e felizes do que qualquer um de nós? Pode ser que logo em seguida você tenha se atentado que, atualmente, quase tudo o que se compartilha é muito bem calculado e planejado, tem um objetivo claro a ser atingido e representa, portanto, no máximo apenas um recorte da realidade. Se for esse o caso, que bom! Porém, lembre-se: é uma espécie de detox que precisamos fazer com certa frequência, porque é muito fácil ser ludibriado diante das possibilidades sensacionais que se apresentam diante dos nossos olhos.

Mas pode ser também que você seja recorrentemente convencido(a) de que precisa, por exemplo, adquirir todos os produtos de beleza que aquela influencer maravilhosa usa, na tentativa de experimentar ao menos uma ínfima porcentagem da vida incrível que ela mostra a cada novo post. Só que a felicidade não vem com isso, vem? A sua realidade não se transforma instantaneamente na realidade supostamente perfeita do outro, não é mesmo?

Nesses tempos em que a vida real se mistura com a vida das telas, é preciso muito cuidado para não se perder do que realmente importa para você. Caso contrário, nessa busca incessante pelo que nos convencem que é a verdadeira felicidade, corremos o risco de perder a felicidade possível, que está bem aqui, ao alcance das nossas mãos.