O que mudou nos aparelhos auditivos de hoje?

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No meu dia a dia sempre me deparo com pacientes temerosos quanto a dificuldade em se adaptar ao aparelho auditivo. As perguntas são sempre as mesmas: “Ele apita sem parar? Ele é muito grande? Vou conseguir falar ao telefone com ele? Pode molhar?”

Claro que ao longo dos últimos 15 anos a evolução do aparelho foi gigantesca, como em muitos dos equipamentos eletrônicos disponíveis, e talvez por preconceito, esse equipamento fantástico não tenha recebido os louros da evolução.

Entendo que conhecimento é a palavra chave para a evolução. Por isso, vou citar alguns dos muitos recursos facilitadores vigentes nessa tecnologia tão imprescindível aos que dela necessitam.

Os atuais aparelhos possuem cancelamento de microfonia, ou seja, os aparelhos não “apitam” como os de tecnologia analógica ou híbrida de 10 anos atrás, assim como possuem grande resistência a água. Possuem também bobina telefônica automática permitindo que você fale ao telefone com melhor clareza e desempenho, sem que nenhuma função seja ativada.

Dentro desta função tecnológica as inovações não param por aí. Hoje os aparelhos auditivos são capazes de parear-se a TVs, equipamentos sonoros ou até mesmo ao celular, permitindo que o som destes sejam transmitidos diretamente ao aparelho auditivo. Nesta condição a clareza de captação sonora é maior por estar diretamente introduzido dentro da orelha. Atender o celular estando com as mãos ocupadas ou fazer uma caminhada ouvindo música ou mídias são sem dúvidas um conforto que os aparelhos auditivos proporcionam hoje. Acreditam que os novos aparelhos auditivos possuem programas de captação de música proporcionando aos músicos melhores nitidez das notas musicais?

Os usuários de aparelhos auditivos também são capazes de manipular sozinhos no conforto de sua casa, funções que antes só poderiam ser feitas no consultório. Aumentar e diminuir frequências incômodas, desligar e até mesmo verificar o consumo de baterias através dos aplicativos baixados em seus celulares (já possuímos inclusive aparelhos recarregáveis). Com o celular também são capazes de localizar o aparelho auditivo, caso os percam, e criar memórias marcadas geograficamente que alternam, automaticamente, quando o GPS do smartphone detecta que está em um local marcado. Por exemplo, uma memória “casa” é ativada quando chega em casa.

Nesse ano, sempre preocupados com o bem estar de nossos pacientes, a Direito de Ouvir acaba de receber o primeiro aparelho auditivo a possuir sensores integrados para que você possa, monitorar as atividades de saúde do seu corpo do cérebro, e enviar alertas de queda, por exemplo, a familiares. É a inteligência artificial integrada ao aparelho auditivo.

Diante de tamanha tecnologia, os aparelhos auditivos posicionaram-se como um item essencial a vida dos que dele necessitam, concordam?!