Tratamento Físico e Emocional das dores de coluna

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Quem já escutou a frase “emoções não resolvidas, viram doenças” ?

Quando o assunto é dor na coluna, é comum o problema ser associado à má postura, à idade, aos fatores genéticos, além de doenças ou fraturas.

Quando alguém escorrega, bate as costas, dorme numa postura que causa dor, sofre um acidente ou carrega algo muito pesado poderá causar um trauma na coluna levando a processos inflamatórios com dor aguda ou crônica.

Durante a avaliação Osteopática, buscamos analisar as causas da dor do paciente considerando as estruturas físicas e metabólicas. Quando elas não apresentam alterações, precisamos considerar então a estrutura emocional do paciente, pois sempre consideramos que o corpo é indivizível e os sistemas se relacionam. Assim conseguimos encontrar a origem da dor do paciente.

A ansiedade, o estresse, a tensão e as preocupações podem gerar diversos distúrbios na principal estrutura de sustentação do corpo – a coluna vertebral. São as chamadas doenças psicossomáticas, ou seja, conflitos emocionais vividos na mente que manifestam sintomas físicos.

Há várias linhas de estudo dentro da medicina, da psicanálise, psicologia, das terapias integrativas e orientais, que interpretam as relações entre nossa mente e nosso corpo.

Por exemplo, as pessoas que sentem dor nas costas relacionadas a hérnia de disco, bico de papagaio, dores lombares e problemas com nervo ciático tem algo em comum.

Esses pacientes sempre relatam problemas de auto-desvalorização, causadas porque a pessoa não se sente capaz de fazer o que ela realmente quer fazer ou é obrigada a fazer algo que ela não quer.

Nosso cérebro associa nosso inconsciente e emoção a cada órgão (e consequentemente cada nível vertebral) do nosso corpo, elaborando um padrão de emoções que quando reprimidas, gera uma disfunção orgânica, que algumas pessoas não conseguem resolver. Reprimidas no sentido de não serem reconhecidas pela própria pessoa, como naquele velho ditado “varrer para debaixo do tapete” as emoções difíceis de lidar.

Sendo o problema de origem emocional, não resolvido, o órgão correspondente passa a ficar sobrecarregado, em congestão, com alterações estruturais, o que dificulta seu funcionamento adequado, estando mais propenso às dores, inflamações, degenerações, fraturas, afecções virais, fúngicas e bacterianas. O mais complexo disso tudo é que, muitas vezes, as causas emocionais permanecem inconscientes e nós temos pouco mais de 20% de acesso ao nosso inconsciente. Portanto, não basta apenas considerar que minhas dores tem fundo emocional, é preciso identificar o que seria exatamente este fundo emocional, desde quando convivo com esse conflito emocional e principalmente, quais estratégias existem de forma prática para que eu possa lidar e superar esta questão.

Conheça quais os conflitos emocionais por traz de cada dor nas regiões da coluna. Na região cervical se encontram as estruturas de comunicação, isto é: o que dizemos, o que não dizemos, os segredos, a expressão do que somos em coerência com o que comunicamos, em conjugação com a cabeça, emoções e palavras.

Na região torácica encontramos os órgãos básicos para a sobrevivência: coração, pulmões, fígado, estômago. Os conflitos emocionais que mais afetam esta zona e vértebras estão relacionados com pessoas que se sentem como sendo os pilares da família, pessoas que são elementos centrais dentro do clã familiar, que se responsabilizam por carregar / solucionar os problemas de todos.

A região lombar partilha um espaço com os órgãos sexuais parte do sistema digestivo inferior, os rins e bexiga, e representa a base de apoio da nossa estrutura, o que nos mantém erguidos ou nos faz subjugar. De uma forma geral, a lombar está relacionada com o tema da “relação com o outro”, no sentido de ter que acatar exigências emocionais excessivas dos outros.

A região sacral, tal como o nome que define esta zona, “sacro”, encontra-se relacionada com valores sagrados que regem a nossa vida e se encontram desrespeitados ou desvalorizados, sendo estes: religiosos, políticos, filosóficos, familiares.

Quando há conflitos com o cóccix, podemos remeter a problemas de identidade a nível estrutural, com o lugar onde ocupo na minha família, como se existisse a sensação de “não tenho lugar na minha família”, “que me sinto excluído / aparte da minha família”. A partir do momento que o sujeito reconhece a emoção, e trabalha de forma terapêutica sua expressão e validação, a manipulação osteopática , tanto a nível visceral quanto vertebral , é facilitada, pois o corpo físico oferece menos resistência. Assim, os resultados são mais rápidos e resolutos nestes quadros e a chance de reincidência destas dores muito menores.

A Osteopatia e as Terapias Integrativas como Psicanálise, Programação Neurolinguística e Sistemas de tratamento orientais como a Medicina Tradicional Chinesa e a Ayurveda servem a esse propósito: propor melhorias físicas e emocionais na medida que o paciente reconhece e aceita suas emoções como parte do tratamento.