Você tem curiosidades sobre a psicoterapia? Questiona-se, se precisa buscar ajuda e se há um momento certo?

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Graduou-se em Psicologia pela Universidade de Franca (Unifran) de 2012 a 2016 e em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de 2004 a 2008. Realizou especialização em Competências Profissionais pela Universidade de Brasília (Unb) de 2009 a 2010 e cursou aprimoramento em Neuroaprendizagem, pelo Instituto Neurosaber de Londrina. Atualmente, trabalha vinculada à Secretaria Municipal de Saúde de Franca e em consultório particular atendendo com psicoterapia, adolescentes, jovens, adultos e casais. Em 2018, foi aprovada em processo de seleção da Sec. de Saúde e da UniFacef, para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET- Saúde Interprofissionalidade), atuando como preceptora.

Não é raro, em rodas de conversa, em espaços formais ou informais, que as pessoas comentem, às vezes, até “com um certo grau de ironia e riso” a curiosidade que possuem dentro de si, sobre o atendimento clínico psicológico, de como é uma sessão de psicoterapia, do que as pessoas geralmente falam, enfim, poderíamos discorrer sobre uma infinidade de fantasias, dúvidas, pensamentos e curiosidades que permeiam o atendimento clínico, ainda na atualidade.

Para alguns, uma indicação médica ou de outro profissional, de amigos e familiares, para o psicólogo ou psiquiatra, pode ter diferentes conotações e significados. Pode “caminhar”, desde uma sensação de gratidão e alívio pela atenção e cuidado recebidos, como para outros, pode “soar” com um sentido e um aspecto negativo, quase ofensivo, desagradável ou constrangedor (podendo até despertar sentimentos de incompreensão, raiva, irritação, braveza ou aversão) acarretando recusa e uma não aceitação da indicação.

Observamos que muito desse comportamento, frequentemente, pode decorrer de uma dificuldade de “entrar em contato com aquilo que, de alguma maneira dói” ou mesmo, devido ao desconhecimento, por essa não vivência pessoal, acompanhadas por sentimentos de medo, insegurança, temores, vergonha, timidez, dúvidas, receio, desconfiança e de uma formação cultural ainda pautada por uma ideia “de adoecimento”, e, especialmente, pela incompreensão que hoje, a busca dos profissionais da saúde mental, é promover a saúde da mente e das emoções, no âmbito da prevenção e do cuidado de agravos de dores psíquicas e sofrimentos maiores.

Identificamos ainda, que muitos (pré) conceitos e tabus têm sido gradativamente revistos e reconstruídos em decorrência do crescente acesso a conhecimentos, informações e possibilidades de trocas, advindos das relações pessoais e das redes sociais, sobre o atendimento psicológico, suas indicações, impactos e contribuições para a melhoria do bem-estar, da saúde global e do desenvolvimento e amadurecimento emocional.

Acreditamos que os benefícios da psicoterapia, advém desse espaço de acolhimento, de escuta técnica, de trabalho conjunto, de desejo de mudanças pelo paciente, e pela possibilidade do poder conversar e falar livre e abertamente sobre o cotidiano, seus pensamentos, sentimentos, emoções, angústias e situações-conflito.

Enfim, podendo através de uma relação de profunda confiança, “do poder se ver, se conhecer, do tomar posse de si mesmo”, ir construindo gradativamente novas compreensões, entendimentos, sentidos e caminhos para a própria vida, de maneira que possa, compreendendo melhor o quê, onde e porquê havia “aquele sofrimento”, “ir se sentir mais feliz (sem modismos), de acordo com a sua verdadeira e mais singela essência.

E… Ah… Quanto ao momento certo… Será no seu tempo… No momento possível e desejado por você! Porque, acreditamos que, “no fundo, no fundo”, “cada um é que sabe a alegria e a dor que traz no coração” (Música – Epitáfio / Titãs).